MILITARES DE PORTUGAL
Caro visitante/caro membro,desde já lhe dou as boas vindas a este fórum (que se encontra em construção) de homenagem às Forças Armadas Portuguesas e a todos os seus ex e actuais valorosos militares que asseguraram e asseguram a independência deste nosso Portugal.Tem ainda como finalidade,proporcionar a transmissão de conhecimentos entre as várias gerações de militares bem como pretende ser um espaço de convivio entre as mesmas.Espero que disfrute deste espaço e que o mesmo seja do seu agrado pois ele também é seu.
Um bem haja.

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 Corpo de Fuzileiros

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MensagemAssunto: Corpo de Fuzileiros   Seg Ago 03, 2009 6:23 am



Historial
A existência de Fuzileiros na Armada remonta a 1585 quando se estabeleceram núcleos de adestramento das guarnições das naus da Índia para o manejo da artilharia e da fuzilaria.O Corpo de Fuzileiros tem a sua origem na mais antiga Força Militar constituída com carácter permanente em Portugal, sendo datada de 1621 a sua fundação, com a designação de "Terço da Armada da Coroa de Portugal", da qual os Fuzileiros actuais são legítimos herdeiros.Desde aquela data até meados do séc. XVIII, os "Soldados da Armada" ou os "Marinheiros do Fuzil", como eram naqueles tempos conhecidos os Infantes de Marinha, combateram no Brasil, na fronteira sudeste do território Nacional, constituíram guarnições para a Esquadra de Guarda de Costa e combateram ao lado de Lorde Nelson no Mediterrâneo, somando sucessos na luta contra Franceses, Holandeses e Espanhóis.O Terço era considerada uma Unidade de elite, tendo sido designado pelo Rei D. João IV como a sua guarda pessoal. Em finais do séc. XVIII, a organização operacional é alterada, articulando-se em dois Regimentos de Infantaria e uma Unidade de Artilharia, passando a designar-se por "Brigada Real da Marinha".Em 1808, aquando da invasão das tropas de Napoleão, elementos da Brigada Real da Marinha, garantiram a segurança pessoal da família real Portuguesa na sua deslocação para o Brasil. O Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, constituído após a independência daquela antiga colónia, afirma com orgulho que tem a sua origem na Brigada Real da Marinha Portuguesa.Já no período de transição do séc. XIX para o séc. XX, quando a Europa inicia o seu processo de afirmação colonial em África, Portugal vê-se confrontado com a grande capacidade de potências coloniais, como a França, a Inglaterra e a Alemanha, pelo que considerou necessário afirmar a presença nacional nos territórios que lhe tinham sido atribuídos naquele continente na sequência dos tratados de Berlim.Os "Marinheiros do Fuzil", integrados nos Batalhões Expedicionários e nas Companhias de Marinha, combateram em Angola, Moçambique e Guiné. Mais recentemente em 1961, quando Portugal se vê envolvido em novo esforço de guerra em Angola, Guiné e Moçambique, os Fuzileiros vestiram o camuflado para combaterem na selva, nos rios, nos montes, na savana, patrulhando os rios, desembarcando em botes e em lanchas, efectuando golpes de mão a partir de Unidades Navais e de helicópteros, garantindo a segurança de instalações de Marinha, participando em combates de todos os tipos.Estiveram envolvidos nos teatros de operações durante catorze anos cerca de 12.500 homens. Terminados 14 anos de guerra houve necessidade de proceder a uma reestruturação das Unidades de Fuzileiros, adaptando-se ao novo teatro de Operações Nacional e aos requisitos da Aliança de que Portugal é membro fundador. Os efectivos foram reduzidos em 50 por cento, quedando-se nos cerca de 2500 homens, 60 por cento dos quais dos quadros permanentes.Em 1974 foi criado na dependência do Chefe do Estado-Maior da Armada, o Comando do Corpo de Fuzileiros como estrutura superior de comando dos Fuzileiros com a missão de assegurar a preparação, o treino e a prontidão das Unidades de Fuzileiros. Com a entrada em vigor da Lei Orgânica da Marinha, o Corpo de Fuzileiros passou a integrar a estrutura operacional da Marinha ficando na dependência do Comando Naval.O Corpo de Fuzileiros integra duas grandes Unidades, a Escola de Fuzileiros e a Base de Fuzileiros, e 7 Unidades Operacionais: o Batalhão de Fuzileiros N.º1, o Batalhão de Fuzileiros N.º2, a Unidade de Meios de Desembarque, a Unidade de Polícia Naval, o Destacamento de Acções Especiais, a Companhia de Apoio de Fogos, e a Companhia de Apoio de Transportes Tácticos.Como testemunho da sua acção, os Estandartes Nacionais do Corpo de Fuzileiros ostentam numerosas condecorações individuais e as mais altas distinções:
· Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito.
· Três Cruzes de Guerra, colectivas.
· Duas Medalhas de Ouro de Serviços Distintos.
· Ordem do Infante D. Henrique.
· Ordem de Liberdade
· Medalha da Ordem de Tamandaré
Desde 1621 mantemos bem vivo o espírito da Infantaria de Marinha, prenúncio do conceito actual das chamadas "Forças Expedicionárias".
Hoje, os Fuzileiros Portugueses prestam estreita cooperação de natureza Técnico-Militar aos Fuzileiros dos novos Países Africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique) e desde 1997 têm participado isoladamente e de forma conjunta ou combinada em Operações de Apoio à Paz e de Assistência Humanitária, na Bósnia-Herzegovina, em Timor-Leste, na ex-República do Zaire, na Guiné-Bissau, em Moçambique, na República Democrática do Congo e no Afeganistão.




Missão
Ao Corpo de Fuzileiros incumbe promover o aprontamento, o apoio logístico e administrativo das forças, unidades e meios operacionais que lhe estejam atribuídos e assegurar as acções de formação de pessoal que lhe sejam cometidas integrando duas grandes Unidades, a Escola de Fuzileiros e a Base de Fuzileiros, e sete Unidades Operacionais: o Batalhão de Fuzileiros N.º1, o Batalhão de Fuzileiros N.º2, a Unidade de Meios de Desembarque, a Unidade de Polícia Naval, o Destacamento de Acções Especiais, a Companhia de Apoio de Fogos, e a Companhia de Apoio de Transportes Tácticos.
As linhas orientadoras do Conceito Estratégico de Defesa Nacional, preconizam a existência no Sistema de Forças Nacional de capacidade de projecção de poder.Uma Força-Tarefa de natureza anfíbia, caracterizada por grande flexibilidade, mobilidade, poder de combate, emprego do mar como bacia de manobra e com capacidade para projectar poder em terra, com o objectivo de defender o interesse Nacional atinge aquele desiderato. Incumbe ao Comando do Corpo de Fuzileiros garantir o treino e o aprontamento da componente de projecção de poder em terra desta Força. O Corpo de Fuzileiros, fazendo parte da componente operacional da Marinha, tem também um importante papel na execução de acções em apoio da política externa do Estado, nomeadamente de representação nacional e de demonstração de Força no estrangeiro.Como Corpo de Forças Especiais, são-lhe incumbidas missões específicas, que obrigam a uma prontidão operacional permanente, razão pela qual os Fuzileiros têm um treino técnico-militar bastante especializado e exigente, nomeadamente:
· Participar em operações anfíbias, conjuntas e/ou combinadas, integrando Forças nacionais, multinacionais ou NATO, na defesa do Território Nacional ou dos interesses Portugueses no estrangeiro.
· Colaborar em tarefas decorrentes de protocolos de cooperação bi ou multilateral, nomeadamente com os países lusófonos, no âmbito da cooperação técnico-
militar.
· Efectuar operações de assistência humanitária, protecção e/ou evacuação de cidadãos nacionais residentes no estrangeiro, bem como de manutenção,
imposição e consolidação da paz, de forma autónoma ou integrando outras forças.
· Colaborar em tarefas decorrentes do apoio a autoridades civis, mormente em situações de catástrofe, calamidade ou acidentes graves.
· Efectuar ou colaborar em operações de combate ao tráfico de droga, pirataria marítima, contra terrorismo e crime organizado.
· Colaborar com Forças dos outros ramos das Forças Armadas e Forças de Segurança.
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