MILITARES DE PORTUGAL
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 Regimento de Lanceiros nº2 (RL2)

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MensagemAssunto: Regimento de Lanceiros nº2 (RL2)   Dom Jul 26, 2009 8:49 pm

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Armas:
Escudo de oiro, duas lanças, com bandeiras de duas pontas, tudo de vermelho, passadas em aspa, brocante sobre o cruzamento, uma caveira de negro com as cavidades orbitais e nasal e dentes de prata, tendo sobreposto duas tibias passada em aspa, também de negro;
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
Correia de vermelho, perfilada de oiro; Paquife e virol de oiro e vermelho;
Timbre: pescoço e cabeça de cavalo, de negro, animado e com narinas de vermelho;
Divisa num listel de branco, ondulado sotoposto ao escudo, em letras negras, maiúsculas, de estilo elzevir "MORTE OU GLÓRIA"


Simbologia e Alusão das Peças:
As lanças em cruz, sotopostas ás caveiras e ás tibias consubstanciam o paradigma da clara vitória da vida sobre a morte. O oiro do campo atribui a aura de glória ao herói, a sua própria transfiguração infinita e eterna.
Constitui com o timbre uma sigla que expressa a perenidade da força do espirito sobre a matéria - o Homem na sua harmoniosa união mistica com o impetuoso cavalo; o cavalo alude directamente a Lisboa cujo étimo advém, segundo "Plinio o Vermelho de Ulissipo" - local de reunião de cavalos.
Tal simbologia confere ao Regimento de Lanceiros N.º 2 um perfil que os seus Cavaleiros, os seus Lanceiros, traçaram, merecendo assim a legenda "MORTE OU GLÓRIA" , que é a sua divisa actual.

Os Esmaltes Significam:
O oiro significa a fé, a nobreza e a força;
O vermelho significa o valor, a vitória, a audácia, a grandeza de alma;
O negro significa a firmeza, a virtude;
A prata significa o sentido da esperança.


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Resenha Histórica do RL2

07 de FEVEREIRO de 1833 - O Regimento de Lanceiros da Rainha constitui-se como Unidade atravês do Decreto-Lei de 31JAN1833 e OD n.º 46 de 07FEV183.
18 de JULHO de 1834 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. Reorganização após o final da Guerra Civil, Decreto-Lei de 18JUL1834 e OD n.º 236 de 11AGOSTO de 1834.04 de JULHO de 1837 - Regimento de Cavalaria 2, Santarém (eventual). Reorganização do Exército criando oito Regimentos de Cavalaria, quatro de Lanceiros e quatro de Caçadores a cavalo. 26 de NOVEMBRO de 1844 - Regimento de Cavalaria 2 - Lanceiros da Rainha, Ajuda - Lisboa. Decreto-Lei de 26NOV1844 e OE n.º 51 de 02DEC1844. 30 de SETEMBRO de 1884 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. O Regimento é dissolvido devido a actos de insubordinação em 22 de Setembro, OE n.º 16 de 27SET1884. 01 de OUTUBRO de 1884 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa.É de novo criado um Regimento de Cavalaria que vai receber o N.º 2, as mesmas armas e as mesmas instalações, Decreto de 30SET1884 e OE n.º 17 de 01OUT1884. Em 1888, D. Luis I ordenou que o Regimento passasse a designar-se por Regimento de Cavalaria 2 do Principe D. Carlos, em homenagem ao principe herdeiro, facto este que, com a subida daquele ao trono, levou a que dois anos mais tarde se alterasse de novo a designação para Regimento de Cavalaria 2 - Lanceiros D`El Rei. O despertar colonial nos finais do século XIX e as ameaças às nossas colónias, obrigaram ao envio de forças do Regimento em expedições à India em 1896 e a Moçambique em 1901. 31 de OUTUBRO de 1888 - Regimento de Cavalaria 2 do Principe D. Carlos, Ajuda - Lisboa. Decreto-Lei de 31OUT1888 e OE n.º26 de 03NOV1888. 05 de MARÇO de 1890 - Regimento de Cavalaria 2, Lanceiros D`El-Rei, Ajuda - Lisboa. A subida ao trono de D. Carlos levou à alteração da sua designação, Decreto 05MAR1890 e OE n.º 11 de 08MAR1890 Com a implantação da República em 1910, apesar de ser então considerado o Regimento mais aristocrático do Pais, e de durante a Revolução se ter batido ao lado das forças monárquicas, a Unidade não foi extinta, tendo apenas voltado à designação de Regimento de Cavalaria 2, com a reforma do Exército de 1911. 04/05 de OUTUBRO de 1910 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. O Regimento coloca-se ao lado das forças leais à monarquia, combatendo com as forças de Paiva Couceiro os republicanos O eclodir da I Guerra Mundial e a posterior entrada de Portugal no conflito, mobilizou um grupo de Esquadrões deste Regimento que viriam a integrar o corpo expedicionário enviado À Flandres. O Ministro da Guerra louvou a forÇa "pela forma correcta e reveladora do notÁvel zelo com que se apresentaram". A imposição das circunstâncias do teatro de operações, obrigou à renúncia do tradicional emprego com sub unidades montadas, o que não impediu que na Guerra de Trincheiras, os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais. 17 de JANEIRO de 1917 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. Embarque para França das forças incorporadas no CEP (dois Esquadrões). Durante a década de quarenta, com a dotação de novos equipamentos motorizados, o Regimento evolui no sentido de se constituir como Unidade Blindada de Reconhecimento, equipando-se inicialmente com a Auto-Metralhadora Humber , e já na década de cinquenta, com carros de combate ligeiros M5 Stuart . 1943 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. O Regimento é dotado com a Auto-Metralhadora Humber e com Carros de Combate Valentine . 1945 - Regimento de Cavalaria 2, Ajuda - Lisboa. Em 1948 o Regimento readquire o direito de ter na sua denominação oficial a menção da sua arma tradicional, passando a intitular-se Regimento de Lanceiros 2. É retomada a designação de Lanceiros, Despacho de 14AGO1948 e OE n.º 5 de 03AGO1948 - 1ª Série. Com a criação da Policia Militar (PM) em 1953, sendo a sua missão atribuida ao Regimento, cumulativamente com as tradicionais da arma, iniciou-se por essa altura, com a constituição de uma Companhia de Policia Militar (CPM), um serviço que se estende até aos nossos dias, e que gradualmente foi vinculando o Regimento à especifica missão da PM. 08 de Janeiro de 1961 - Regimento de Lanceiros 2, Ajuda - Lisboa. Embarca para Angola a CPM 233, primeira sub-unidade mobilizada pelo Regimento. Neste âmbito, durante as campanhas do Ultramar de 1961 a 1975, sessenta e sete CPM e cinquenta e quatro Pelotões de PM, num total de cerca de oito mil homens foram mobilizados para as diferentes Provincias Ultramarinas, muito contribuindo para os êxitos alcançados pelo Exército Português, prestando inegáveis e prestigiosos serviços que honraram as tradições do Regimento. Disso são testemunho os seus mortos e feridos em campanha, as referências elogiosas, os vários louvores e a condecoração da CPM 8247 "Os Indios" com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma. Na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. A sua designação, inclusivamente, volta a ser alterada em 1 de Abril de 1975 para Regimento de PM. 01 de Abril de 1975 - Regimento de PM, Ajuda - Lisboa. O Regimento torna-se também fiel depositário do património histórico do extinto Regimento de Cavalaria 7.O regresso á estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975, permite que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de PM se passe a designar por Policia do Exército (PE), com a consequente alteração do nome do Regimento, para Regimento de Lanceiros de Lisboa, tomando o nome da cidade onde está aquartelado há século e meio. Finalmente, na reorganização do Exército de 1993, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a ser o Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2).14 de Julho de 1993 - Regimento de Lanceiros N.º 2, Ajuda - Lisboa. O Regimento passa a dispor organicamente de um GPE a 3 EPE, sendo dois para o GML, o terceiro para o 1º CE e de um GI, também a 3 EI para além do Comando e ECS.

Feitos notáveis
A favor da Causa Liberal:1833 - Linhas do Porto; Leiria.1834 - Torres Novas; Almoster; Asseiceira.
Divisão auxiliar a Espanha:1836 - Accção de Val de La Casa; Accões de Arlabam; Combate de Peña Cerrada (Salvatierra); combate de Zembrana; Peña Cerrada, Acções de Concha e Armiñon.
Campanhas Coloniais:1896 - Expedição à India.1901 - Expedição a Moçambique.
1ª Guerra Mundial:1917 - Corpo Expedicionário Português à Flandres.
Guerra do Ultramar:1961/1975 - Unidade mobilizadora de forças de PM para o Ultramar - 67 Companhias de PM e 54 Pelotões de PM.
Balcãs:1998/1999 - Unidade Mobilizadora de 1 Pelotão PE, integrado no Agr ALFA/SFOR II.1999/2000 - Unidade mobilizadora de 1 Esquadrão PE, integrado no Agr BRAVO/KFOR.
Timor Leste:2001/2002 - Unidade mobilizadora de 2 Pelotões PE, integrados no 2.º BI/BLI/UNTAET e no 1.º BI/BLI/UNTAET.

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MISSÃO:
Aprontar dois Esquadrões de Policia do Exército.

POSSIBILIDADES:
Garantir a prontidão de dois Esquadrões de Policia do Exército.
Executar as Honras Militares, quando solicitado e em cerimónias onde esteja presente o General CEME.
Colaborar em acções no âmbito das outras Missões de Interesse Público, conforme lhe for determinado.
Executar Controlo de Circulação, garantir a manutenção da Disciplina, Lei e Ordem, a Escolta e Guarda de Prisioneiros de Guerra e as Seguranças de área que lhes forem atribuidas.
Montar Postos de Fiscalização de Circulação e efectuar Reconhecimento de Itinerários.
Assegurar o Controlo de Refugiados e Transviados.
Garantir a Guarda e Segurança de Prisioneiros de Guerra.
Constituirem-se como Força de Intervalo em Operações de Segurança de área da Rectaguarda.
Manter a Disciplina, Lei e Ordem.
Assegurar as Missões de Guarnição e Honorificas, de acordo com as suas possibilidades.
Participar na defesa terrestre do Território Nacional, de acordo com as Missões que lhe forem cometidas nos Planos Operacionais.
Cumprir outras Missões ou realizar outras tarefas que lhes forem cometidas superiormente, de acordo com a Legislação em vigor.
Participar no Programa de Prevenção e Combate à Droga e ao Alcoolismo nas Forças Armadas.
Instruir e manter capacidade de Controle de Tumultos e Manutenção da Ordem Pública.

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