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 Regimento de Artilharia de Costa (RAC)-Extinto

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MensagemAssunto: Regimento de Artilharia de Costa (RAC)-Extinto   Dom Jul 26, 2009 8:07 pm

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Armas

-Escudo burelado ondado, de verde e de prata, chefe de ouro, com uma muralha apoiada em três torres abertas do campo, tudo de negro.
- Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
- Correia de vermelho perfilada de ouro.
- Paquife e virol de verde e de prata.
- Timbre: uma garra de leão de negro, armado de vermelho, segurando uma granada de ouro, acesa de vermelho.
- Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir "MOSTRANDO A RVDA FORÇA QVE SE ESTIMA".

Simbologia e Alusão das Peças

- O Burelado Ondado simboliza o mar oceano.
- A Muralha simboliza um recinto fortificado e alude à defesa da costa.
- A Garra de Leão simboliza o Exército.
- A Granada simboliza a Arma de Artilharia.
- As Labaredas da chama aludem às nove Batarias do Regimento.

Os Esmaltes Significam

- O OURO: nobreza e constância.
- A PRATA: riqueza e eloquência.
- O VERDE: esperança e liberdade.
- O NEGRO: firmeza e modéstia.
- O VERMELHO: ardor bélico e força.
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MensagemAssunto: Re: Regimento de Artilharia de Costa (RAC)-Extinto   Qui Set 08, 2011 6:19 pm

Regimento de Artilharia de Costa


O Regimento de Artilharia de Costa (RAC) era uma unidade do Exército Português com a missão de assegurar a defesa costeira dos acessos aos portos de Lisboa e de Setúbal. O regimento baseava-se em baterias fixas fortificadas instaladas ao longo das costas da Península de Setúbal e da Linha do Estoril, equipadas com peças pesadas de artilharia naval, montadas em torres couraçadas. O RAC foi desativado em 1998.

História

A artilharia de costa em Portugal remonta, pelo menos, a 1381 - durante o reindado de D. Fernando I - altura em que foram usadas bocas de fogo para defender Lisboa contra o ataque de uma esquadra naval castelhana. Durante os séculos seguintes, foram instaladas bocas de fogo de defesa costeira em inúmeras fortificações ao longo da costa portuguesa, inclusive nas ilhas e no ultramar.
No entanto, só em 1911 é que a artilharia de costa se individualizou como um dos ramos da Arma de Artilharia do Exército Português. Os militares da artilharia de costa da guarnição do Campo Entrincheirado de Lisboa irão participar na Primeira Guerra Mundial em unidades de artilharia do Corpo Expedicionário Português e, sobretudo, no Corpo de Artilharia Pesada Independente que operou, em França, peças navais super-pesadas montadas em vagões ferroviários. Ainda durante a Primeira Guerra Mundial, a Marinha Portuguesa assume parte da artilharia de costa, operando baterias desembarcadas, em Portugal Continental, Açores, Madeira e Cabo Verde, algumas das quais chegam a entrar em ação contra submarinos alemães.
A Segunda Guerra Mundial volta a levar a criar a necessidade de reforço da defesa costeira. Nos Açores - sujeitos a uma ameaça de invasão tanto por parte do Eixo como dos Aliados - são instaladas baterias de costa fortificadas nas ilhas de São Miguel, Faial e Terceira. É também instalada artilharia de costa na Madeira e em Lourenço Marques (Moçambique).
A seguir à Segunda Guerra Mundial, uma comissão luso-britânica, coordenada pelo general britânico Barron, desenvolve um plano de defesa costeira da região de Lisboa. O chamado "Plano Barron" prevê um Comando de Defesa Costeira responsável pela coordenação de dois sectores de defesa costeira: norte - defendendo o rio Tejo e o Porto de Lisboa - e sul - defendendo o rio Sado e o Porto de Setúbal. Em cada um dos setores de defesa costeira existiria um grupo de artilharia de costa de contrabombardeamento, um grupo de artilharia de costa de defesa próxima, uma rede de telemetria e observação, uma zona de projetores de descoberta, além de faixa de minas, defesas interiores dos portos e fundeadouros para fiscalização. Os grupos de artilharia de costa seriam compostos de baterias fixas instaladas ao longo das margens do Tejo, do Sado e da Península de Setúbal. Entre 1948 e 1958, as batarias previstas no Plano Barron tornaram-se operacionais, a maioria das quais foi instalada em fortificações compostas por casamatas e paióis subterrâneos e armadas com peças navais de grande calibre instaladas em torres couraçadas. Entretanto o Comando da Defesa Costeira passou a designar-se "Regimento de Artilharia de Costa".
Com a desactivação das várias baterias de costa independentes das ilhas e com o antigo Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa a passar a ter apenas a valência de artilharia antiaérea, em 1976, o RAC passou a ser a única unidade de artilharia de costa do Exército Português. Assumiu assim, além das suas funções operacionais, a função de escola prática de artilharia de costa. Entretanto, o material de tiro manteve-se o mesmo, só sendo modernizados os sistemas de detecção e de direcção de tiro.
Com a urbanização das zonas onde estava instalada a maioria das batarias, as mesmas foram sendo desactivadas. Finalmente, em 1998, o próprio RAC foi completamente desactivado.

Organização e equipamento

O Regimento de Artilharia de Costa incluía:
Comando - em Oeiras.
Grupo Norte, incluindo:
1ª Bateria - em Alcabideche, com 3 peças Vickers de 234 mm.
2ª Bateria - na Parede (Cascais), com 3 peças Vickers de 152 mm.
3ª Bateria - na Lage (Oeiras), com 3 peças Krupp de 150 mm.
4ª Bateria - no Forte do Bom Sucesso(Belém), com 2 x 2 peças Vickers de 152 mm.
Grupo Sul, incluindo:
5ª Bateria - na Trafaria, Raposeira I e II, com 3 peças Krupp de 150 mm.
Forte das Alpenas como paiol de munições da Raposeira.
6ª Bateria - na Raposa (Fonte da Telha), com 3 peças Vickers de 234 mm.
7º Bateria - em Outão (Serra da Arrábida), com 3 peças Vickers de 152 mm.
8ª Bateria - em Albarquel,Setúbal com 3 peças Krupp de 150 mm.
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