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 Regimento de Artilharia AntiAérea nº1 (RAAA1)

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MensagemAssunto: Regimento de Artilharia AntiAérea nº1 (RAAA1)   Dom Jul 26, 2009 7:59 pm

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Armas

- Escudo de Azul, uma ponta ondada de prata posta em banda, acompanhada em chefe de uma lucerna do mesmo;
- Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
- Correia de vermelho perfilada de ouro;
- Paquife e virol de azul e prata;
- Timbre: um morcego de negro, animado e armado de vermelho;
- Condecoração: circundando o escudo o Colar de Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito;
- Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir: "O CÉU E TERRA ESPANTA"

Simbologia e Alusão das Peças

- O AZUL do campo representa o céu, cuja utilização a artilharia antiaérea tem por missão interdizer aos engenhos aéreos inimigos.
- A PONTA simboliza o missil terra - ar e o resto traçando a sua trajectória de encontro ao alvo que penetrou no seu campo de acção.
- A LUCERNA com a sua chama hierética, recorda o estudo e sublinha duas componentes essenciais da missão do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1
produzir doutrina no âmbito da artilharia antiaérea e ministrar cursos no mesmo âmbito.
- O MORCEGO cujo sistema de emissão - recepção de ultra-sons inspirou o desenvolvimento tecnológico do radar electrónico, simboliza o equipamento de
reconhecimento e orientação que baseiam a vigilância do espaço aéreo e o encaminhamento dos misseis na intercepção do inimigo atacante.
- A DIVISA, "O CÉU E A TERRA ESPANTA", Lusiadas V-94, exprime a terrivel eficácia do sistema de armas que afugenta do céu o inimigo e causa a admiração
das próprias forças que protege.

Os Esmaltes Significam

- A PRATA, a limpeza do céu à guarda do Regimento;
- O VERMELHO, a valentia da actuação do artilheiro antiaéreo;
- O AZUL, o zelo permanente garantido a eficácia;
- O NEGRO, a firmeza no momento de agir.

RESENHA HISTÓRICA DO RAAA Nº1

O aquartelamento onde se encontra instalado o Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (RAAA1) faz parte da jóia arquitectónica que é o Palácio Nacional de Queluz.Mandado construir por D. João VI (1794/6) sob projecto do Arquitecto Manuel Caetano de Sousa, recebeu a denominação de Palacete da Arcada. Servia de quartel para a guarda real, tanto de Infantaria como de Cavalaria, e de residência de "módicos, capelões e outros criados". Em 1834 o Palácio de Queluz tornou-se residência de recreio da família real e em 1895 o Palacete da Arcada foi entregue ao Exército.Durante o ano de 1895, por ordem do Ministro da Guerra, a 5ª e a 8ª Baterias do Regimento de Artilharia Nº1 (Campolide), mudaram-se para Queluz, passando a constituir o Grupo Destacado daquele Regimento.Pela reorganização do Exército de 1899, este Destacamento deu origem ao Grupo de Baterias de Artilharia a Cavalo (GBAC), passando a ser unidade independente (agora com as 1ª e 2ª baterias), tendo ficado aquartelada em Queluz até 1927. Esta unidade, sob o comando do Capitão Henrique Paiva Couceiro, participou activamente na revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, ao lado das forças que defendiam a continuação da Monarquia.
Entre 1907 e 1911, quer a Direcção Geral do Ultramar, quer o Ministro da Guerra, pretenderam instalar temporariamente no Quartel um Sanatório para os militares repatriados do Ultramar, o que não se veio a verificar por influência dos militares do GBAC.Em 1927, o Batalhão de Sapadores Mineiros nº 1 ocupou as instalações do Quartel de Queluz (na sequência da extinção do GBAC), local onde se manteria até 1932.Em 1935 foi criada a primeira unidade de Artilharia Antiaérea portuguesa, o Grupo de Artilharia Contra Aeronaves (GACA), aquartelado em Cascais (unidade antecessora do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais - CIAAC).No ano de 1939, o Quartel de Queluz foi cedido à Escola Prática de Agricultura de Queluz.Em 1 de Outubro de 1943, foi criado o "Comando da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa" e a 29 de Novembro do mesmo ano, passou a aquartelar o Palacete da Arcada o 1º Grupo Pesado de Artilharia (do Comando de Defesa Antiaérea de Lisboa) e o Depósito Geral de Material de Transmissões. Em 3 de Julho de 1947, o Depósito Geral de Material de Transmissões foi transferido e deixou as suas instalações para o 3º Grupo de Referenciação da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa.O Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF), criado a 24 de Outubro de 1947 pela Portaria 12:087, aquartelou no Palacete da Arcada no dia 1 de Janeiro de 1948.Em 31 de Dezembro de 1974, foi extinto o RAAF e no seu lugar veio a ser instalado o Regimento de Infantaria de Queluz (RIQ).Entre Janeiro de 1983 e Agosto de 1985 efectuou-se a transferência do Grupo de AAA do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais (CIAAC) para Queluz. Até ao final do ano 1985, foram ultimadas as operações de transferência do RIQ para a Serra da Carregueira.O Regimento de Artilharia Antiaérea nº 1 foi entretanto criado pelo Decreto-Lei nº 256/88, de 22 de Julho, tendo a sua primeira ordem de serviço sido publicada a 1 de Setembro de 1988, data da tomada de posse do seu primeiro Comandante.Em 1 de Outubro de 1993 o CIAAC passou a Destacamento do RAAA1, até à sua extinção em 25 de Maio de 2004.Na sequência do processo de Transformação do Exército e de acordo com a Directiva nº 103/CEME06, do General CEME de 28 de Abril de 2006, o RAAA1 ficou sob comando completo da Brigada de Intervenção.O RAAA1 é herdeiro das condecorações, louvores e tradições históricas do Comando da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa, do RAAF, do RAC e do CIAAC e comemora o seu dia festivo a 1 de Outubro.O Estandarte Nacional do Regimento de Artilharia Antiaérea nº 1 ostenta as seguintes condecorações: Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; Cruz de Guerra de 1.ª Classe; Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
O Regimento de Artilharia Antiaérea nº 1 tem como Divisa "O Céu e a Terra Espanta" (Os Lusiadas, Canto V, Estrofe 94).
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